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Caso “Viúva Negra”: Advogada vilhenense defenderá a ré ao lado de outros advogados de Sinop/MT

Caso "Viúva Negra": Advogada vilhenense defenderá a ré ao lado de outros advogados de Sinop/MT

Cleia Rosa dos Santos Bueno - Foto: Reprodução TVCA

O julgamento da maquiadora Cleia Rosa dos Santos Bueno, que ficou conhecida como “Viúva Negra”, suspeita de ser a mandante de dois homicídios em Sinop/MT, foi redesignado, ou seja, remarcado. O júri seria nesta terça-feira (29/10), entretanto, a juíza Presidente do Tribunal, Rosângela Zacarkim, adiou para o dia 2 de abril de 2020, devido a juntada de novos documentos  considerados essenciais ao processo.

Cleia é acusada de participação no homicídio de Jandirlei Alves Bueno, de 39 anos, que ocorreu em 2016, e também no de Adriano Gino, que tinha 29. Esse, por sua vez, aconteceu em 2017. Atualmente Cleia está presa na cadeia feminina de Nortelândia, a cerca de 400 km de Sinop.

A maquiadora passa a ser defendida pela advogada vilhenense Aisla Carvalho, que é a presidente da Associação Brasileira de Advogados Criminalistas em Rondônia, junto com os Criminalistas Bruno Hintz e José Macedo, ambos advogados em Sinop. “Fomos nomeados para representar a Cleia, a cerca de 3 meses. Estudamos, analisamos o processo, nos preparamos para a sessão do tribunal do júri, que acabou por ser redesignada”, explica Aisla.

Além da maquiadora, outros dois suspeitos de participação do homicídio de Adriano Gino, sendo os irmãos José Graciliano dos Santos e Adriano dos Santos, também irão a julgamento na mesma sessão do tribunal do júri.

Investigações

A investigação inicial se deu pela morte de Adriano Gino, com quem Cleia teve um relacionamento após ficar viúva de Jandirlei. Ocorre que essa investigação apontou indícios que ela teria participação no assassinato do Jandirlei, que até então era tratado apenas como latrocínio.

No mês de outubro de 2016, Adriano teria matado Jandirlei, a mando de Cleia. No dia do crime o então casal estava na residência deles quando assaltantes entraram no imóvel. Foi neste momento que Jandirlei reagiu e foi atingido com golpes de faca. Ele ficou internado por cerca de 2 meses no Hospital Regional, entretanto não resistiu e morreu.

Já no final de 2017, Cleia teria contratado os irmãos José Graciliano e Adriano Santos para que matassem Adriano Gino, que nesta época era o então cônjuge de Cleia. O corpo dele foi encontrado enterrado, junto com sua moto, em uma vala em uma região de mata em Sinop e localizado dias depois.

Conforme os autos, pela morte de Adriano, na qual deu início a toda a investigação, Cleia irá responder por homicídio qualificado, por meio cruel. Já pela  morte de Jandirlei, a maquiadora irá responder praticamente pelos mesmos crimes, sendo homicídio qualificado, por motivo fútil e meio cruel. “É uma acusação muito forte e o documento recentemente anexado ao processo – laudo – será imprescindível para o esclarecimento da causa, tanto que foi solicitado pela defesa”, conclui a Advogada Aisla.

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